Por que vender precatórios continua sendo um péssimo negócio (e agora pior do que nunca)

Com as mudanças recentes no mercado de compra de precatórios e o endurecimento das condições impostas pelos fundos e empresas que operam nesse segmento, muitos credores têm recebido propostas com deságios que chegam a 95% do valor devido.
Na prática, isso significa que um título de R$ 100 mil pode ser comprado por apenas R$ 5 mil, uma perda quase total do crédito.

Diante desse cenário, esta Nota Técnica tem por objetivo alertar os credores, esclarecer riscos, demonstrar matematicamente a perda financeira envolvida e reafirmar que a cessão de precatórios, salvo por absoluta necessidade, é hoje um dos piores negócios disponíveis no mercado.

O deságio destrói o valor do crédito

    O chamado deságio é a redução aplicada sobre o valor do precatório no momento da compra.
    Hoje, em razão das novas regras e do aumento do apetite especulativo de alguns agentes privados, os deságios atingem patamares inéditos de 90% a 95%.

    Exemplo realista de 2025:
    • Valor do precatório: R$ 100.000,00
    • Proposta de compra com 95% de deságio: R$ 5.000,00
    • Perda imediata: R$ 95.000,00

    Nenhum investimento financeiro, operação bancária ou produto de crédito justificaria, sob perspectiva econômica racional, abrir mão de 95% do patrimônio em troca de liquidez imediata.

    Por que os deságios aumentaram?

      A elevação extrema do deságio decorre de fatores como:
      • Maior procura de credores desesperados por liquidez, estimulando ofertas abusivas.
      • Mudanças legislativas que geraram incertezas e foram usadas pelo mercado como justificativa para reduzir o valor ofertado.
      • Especulação financeira: fundos compram títulos por valores irrisórios e lucram ao receber o valor integral no futuro.
      • Assimetrias de informação: muitos credores não têm plena ciência dos seus direitos, calculam mal os prazos ou recebem orientações incorretas.

      Resultado: o credor perde quase tudo, enquanto o comprador obtém o lucro mais desproporcional possível.

      A verdade que ninguém diz: esperar é quase sempre mais vantajoso

        Mesmo com prazos maiores ou eventuais discussões sobre novas regras, a realidade atual demonstra que:
        • Os precatórios continuam sendo corrigidos.
        • Os valores aumentam ao longo do tempo, com juros e atualização.
        • O credor recebe integralmente quando o pagamento é feito.
        • A jurisprudência e a pressão política caminham para a regularização definitiva.

        Ou seja: vender agora significa abrir mão de um crédito crescente e garantido constitucionalmente.

        “Mas o governo está atrasando, não é melhor vender logo?” Não. E explicamos por quê:

          A maioria das decisões judiciais e dos movimentos institucionais recentes demonstra um esforço para estabilizar o sistema de precatórios.

          Além disso, diversos estados e municípios, como demonstrou o Rio Grande do Sul, que contratou operação de crédito de R$ 1 bilhão para pagar sua fila, estão adotando modelos responsáveis para avançar nos pagamentos.

          Esse caminho reduz ainda mais o risco de inadimplência e aumenta a probabilidade de que o credor receba integralmente, reforçando que a venda com deságio exorbitante simplesmente não se justifica.

          Quando vender pode ser considerado?

            Somente em casos excepcionais, como:
            • Tratamentos médicos urgentes;
            • Situações extremas de sobrevivência financeira;
            • Necessidade comprovada de liquidez imediata.

            E mesmo nesses casos, a orientação técnica é procurar avaliação jurídica prévia para evitar fraudes, abusos ou perdas irreparáveis.

            O deságio de 95% comprova: vender precatório é má escolha

              À luz dos dados atuais, afirmamos de forma clara:

              🚫 Com deságio de 95%, vender precatório é um péssimo negócio.

              🚫 O credor perde quase tudo e transfere seu patrimônio para terceiros.

              🚫 Não há justificativa econômica sensata para aceitar tais condições.

              Caso tenha dúvidas, nossa equipe comprova matematicamente, caso a caso, por que a operação não vale a pena, demonstrando o valor atualizado, o tempo estimado e a comparação objetiva entre vender e manter o crédito.

              Estamos à disposição para simulações, análises individualizadas e esclarecimentos.

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